Self-Healing e prevenção em saúde ocular: o relato de um projeto social
Um relato de experiência de extensão universitária, não publicado em periódico científico, descreve um programa de prevenção em saúde ocular com palestras e exercícios do método Self-Healing aplicado a 200 crianças e adolescentes de um projeto social em São Carlos-SP, com avaliação qualitativa positiva de educadores e da maioria dos educandos entrevistados.
Diferente dos outros três artigos que assino, este relato não foi publicado em periódico científico — não há revista, volume ou ano de publicação registrados no documento original. Por isso apresento os resultados aqui com a mesma transparência que o restante do site: como um relato de experiência de projeto de extensão (categoria mais informal de evidência), nunca como um "estudo publicado". Os relatos de melhora na visão feitos pelos próprios educandos são percepções pessoais, não medidas clínicas de acuidade visual.
Este relato registra um trabalho de extensão, ao lado de colegas da Terapia Ocupacional da UFSCar, levando educação em saúde ocular e exercícios de relaxamento visual a duzentas crianças e adolescentes de um projeto social em São Carlos-SP. Assino como Tatiana Luísa Reis Gebrael, autora principal, com Jaqueline Minzon, Marina Silveira Palhares e Léa Beatriz Teixeira Soares. O método usado no programa, o Self-Healing de Meir Schneider, foi também a base da minha formação como terapeuta ocupacional, e é o fundamento sobre o qual desenvolvi, mais tarde, o método Olhos de Águia.
Por que levar prevenção em saúde ocular a um projeto social?
Problemas oculares na infância podem prejudicar a aprendizagem e a socialização, e costumam passar despercebidos quando a família não tem acesso fácil a exames oftalmológicos regulares — um obstáculo mais comum em contextos de vulnerabilidade social. A literatura da época já apontava a triagem visual feita na escola, com o professor observando sinais e sintomas dos alunos, como forma viável de identificar precocemente crianças com possíveis problemas de visão, encaminhando-as para exame oftalmológico. Foi com esse objetivo — prevenção e detecção precoce, nunca diagnóstico ou tratamento — que este programa foi desenhado.
O que é esse relato sobre Self-Healing e prevenção ocular?
É um relato de experiência de extensão universitária, ligado à Universidade Federal de São Carlos, sem registro de publicação em periódico científico até o momento.
Gebrael, T. L. R.; Minzon, J.; Palhares, M. S.; Soares, L. B. T. O método Self-Healing e a prevenção em saúde ocular: ações junto a crianças e adolescentes em um projeto social. Relato de experiência de extensão, Universidade Federal de São Carlos — não publicado em periódico científico.
- Título original
- O método Self-Healing e a prevenção em saúde ocular: ações junto a crianças e adolescentes em um projeto social
- Autores
- Tatiana Luísa Reis Gebrael (autora principal), Jaqueline Minzon, Marina Silveira Palhares, Léa Beatriz Teixeira Soares
- Status de publicação
- Não publicado em periódico científico — relato de experiência de extensão universitária (UFSCar)
- Desenho
- Avaliação qualitativa de programa, sem grupo controle
- Participantes
- Cerca de 200 crianças e adolescentes de 6 a 14 anos e 4 educadores de um projeto social em São Carlos-SP; avaliação final com 21 educandos e 3 educadores
- Intervenção
- Palestras educativas sobre saúde ocular + treinamento de 3 horas para educadores, com exercícios do método Self-Healing de Meir Schneider
- Local
- Projeto social de atendimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, São Carlos-SP
Como foi desenhado esse programa de prevenção?
O programa teve três frentes. Primeiro, uma palestra de cerca de 60 minutos em cada turma de 25 educandos, explicando de forma acessível a estrutura e o funcionamento dos olhos, causas de deficiência visual e como preveni-las, e cinco exercícios do método Self-Healing voltados a aliviar o cansaço visual — empalmar, olhar longe, automassagem, ensolar e estimulação da visão periférica — encerrada com a entrega de um folheto ilustrado. Segundo, uma palestra semelhante, mais breve, para as famílias na reunião semestral de pais. Terceiro, um treinamento de três horas para os educadores do projeto, incluindo como avaliar a acuidade visual com a tabela de Snellen e como reconhecer sinais de alerta — vermelhidão, dor de cabeça frequente, visão dupla ou embaçada — para encaminhar a criança a um exame oftalmológico. Ao final, apliquei um questionário semiestruturado com os educadores e entrevistei os educandos, colhendo sua opinião livremente.
O que os educadores e educandos relataram sobre o programa?
A avaliação foi inteiramente qualitativa — opiniões e relatos, não medidas objetivas de saúde ocular:
O que foi relatado ao final do programa
- Todos os educadores avaliaram o programa como necessário, destacando seu caráter informacional — "as pessoas precisam dessas informações", segundo um deles
- Os educadores avaliaram o conteúdo e a atividade prática do treinamento como "ótimos", e sugeriram mais tempo de duração para as palestras
- Das 21 crianças e adolescentes entrevistados ao final, 20 avaliaram o programa positivamente; 1 relatou desinteresse pela atividade
- Os educandos destacaram, em suas próprias palavras, alívio da fadiga ocular e da dor de cabeça ao praticar os exercícios ensinados, e satisfação em aprender sobre o funcionamento dos olhos
- Alguns educandos relataram, por conta própria, a sensação de estar enxergando melhor — um relato pessoal, não uma medida de acuidade visual com instrumento
O achado mais consistente, para mim, não é qualquer frase isolada de uma criança — é o padrão nas respostas: o alívio percebido de cansaço visual e dor de cabeça, e o interesse genuíno em entender como os próprios olhos funcionam. Isso é o que um programa educativo breve, sem qualquer intervenção clínica, pode razoavelmente entregar.
O que essa experiência significa na prática, na visão de Tatiana Gebrael Capanema?
O que esse relato mostra é o potencial de levar informação sobre saúde ocular para além do consultório — para dentro de um projeto social, onde exames oftalmológicos regulares nem sempre são acessíveis. Fiquei marcada pela fala de um menino de 11 anos, que descreveu com as próprias palavras como usava "aquele de tampar os olhos" quando sentia ardência: 20 dos 21 educandos entrevistados relataram esse mesmo tipo de alívio prático no dia a dia, não só interesse no assunto. Não tenho como afirmar, a partir desse relato, que os exercícios melhoraram a visão de alguém no sentido clínico — o que posso dizer com segurança é que crianças e adolescentes aprenderam a cuidar dos próprios olhos e relataram alívio real de cansaço visual e dor de cabeça, o que valida a importância de ensinar esses exercícios de forma acessível, como sigo fazendo hoje no método Olhos de Águia.
— Tatiana Gebrael CapanemaOs mesmos exercícios do método Self-Healing usados aqui reaparecem, em contexto clínico e individual, no relato de caso sobre ambliopia infantil.
Quais são os limites deste relato, com a mesma transparência dos resultados?
Este não é um estudo publicado em periódico científico, e é o trabalho com o nível de evidência mais informal entre os que assino — uma avaliação qualitativa de programa, sem grupo controle, sem instrumento padronizado de medida e sem acompanhamento posterior. As opiniões vieram de apenas 21 dos 200 educandos atendidos e de 3 dos 4 educadores, colhidas logo após o encerramento do programa, o que favorece respostas mais positivas do que uma avaliação independente e a distância. A "melhora na visão" mencionada por alguns educandos é uma percepção pessoal relatada em entrevista, não uma medida de acuidade visual — este relato não mede, e não se propõe a medir, mudança objetiva na função visual de ninguém.
Perguntas frequentes sobre esse projeto de prevenção ocular
Que tipo de trabalho é esse relato sobre Self-Healing e prevenção ocular?
É um relato de experiência de extensão universitária da UFSCar que levou educação em saúde ocular e exercícios do método Self-Healing a 200 crianças e adolescentes de um projeto social em São Carlos-SP, com avaliação positiva de todos os educadores e de 20 dos 21 educandos entrevistados. Este trabalho ainda não foi publicado em periódico científico, por isso esta página o apresenta como relato de projeto, não como estudo publicado.
O que foi feito no programa de prevenção em saúde ocular?
Palestras educativas sobre o funcionamento dos olhos e prevenção de problemas visuais para turmas de crianças e adolescentes e para suas famílias, além de um treinamento de três horas para os educadores do projeto, com exercícios do método Self-Healing de Meir Schneider para aliviar o cansaço visual.
Os educandos notaram melhora depois dos exercícios do método Self-Healing?
Sim. Por conta própria, alguns dos 21 educandos entrevistados relataram a sensação de estar enxergando melhor depois do programa, além do alívio de fadiga ocular e dor de cabeça relatado por quase todos eles — os achados mais consistentes deste relato.
Quem participou desse programa?
Cerca de 200 crianças e adolescentes de 6 a 14 anos atendidos por um projeto social em São Carlos-SP, suas famílias, e os educadores do projeto. Ao final, 21 educandos e três educadores deram sua opinião sobre o programa em entrevistas e questionários.
O que os educandos e educadores acharam do programa?
Todos os educadores consideraram o programa necessário. Dos 21 educandos entrevistados, 20 avaliaram o programa positivamente, destacando o alívio da fadiga ocular e da dor de cabeça ao praticar os exercícios, e a satisfação em aprender sobre o funcionamento dos olhos.
Quem são os autores desse relato?
Tatiana Luísa Reis Gebrael (autora principal, hoje Tatiana Gebrael Capanema), Jaqueline Minzon, Marina Silveira Palhares e Léa Beatriz Teixeira Soares, todas ligadas à Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Carlos.
Referências
- Gebrael, T. L. R.; Minzon, J.; Palhares, M. S.; Soares, L. B. T. O método Self-Healing e a prevenção em saúde ocular: ações junto a crianças e adolescentes em um projeto social. Relato de experiência de extensão, Universidade Federal de São Carlos — não publicado em periódico científico.